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segunda-feira, 15 de março de 2021

IR 2021: Veja como pagar menos imposto e aumentar deduções



O prazo para declarar imposto de renda já está valendo. Mas muita gente ainda nem começou a separar seus documentos. Se você faz parte desse grupo, saiba que existem algumas regras que podem reduzir o imposto a ser pago ou te ajudar a ganhar uma restituição maior.

Além de táticas já conhecidas como declarar despesas médicas e gastos com educação, existem outras "estratégias" como declarar reformas em imóveis e fazer uma declaração junto com o cônjuge. Veja abaixo as principais delas!

1) Dependentes

Incluir os dependentes na declaração nem sempre pode te ajudar a reduzir os impostos a pagar. Isso porque as rendas tributáveis daquele dependente devem ser incluídas na declaração.

É o que acontece, por exemplo, com o recebimento de pensão alimentícia. Portanto, no caso de pais divorciados, quem paga a pensão pode deduzir o gasto na íntegra, mas quem tem a guarda daquele dependente e recebe a pensão, é tributado.

O mesmo acontece com dependentes que já têm alguma renda (como os que trabalham ou fazem estágio e têm salários). Ao incluir essa pessoa como dependente, é importante declarar também a renda recebida por ela.

Portanto, a dica de Valter Police, planejador fiduciário da Fiduc, é sempre fazer as contas e a simulação no próprio programa da Receita Federal. A partir daí, o contribuinte vê se vale a pena ou não incluir aquele dependente.

"A sugestão que eu dou é pegar todos os documentos necessários e testar no programa de Receita Federal. Se você é meu dependente, eu pego todos os documentos seus, sua renda e vejo quanto pago de imposto se te incluir na declaração e fazendo a declaração sem você", afirma.

2) Imóveis

Quando um contribuinte vende um imóvel, ele deve pagar 15% sobre o ganho de capital, que é diferença entre o valor que ele comprou aquele imóvel para o valor que ele o vendeu. Portanto, quanto menor é a diferença, menor é o imposto.

Como a Receita Federal não permite atualizar o preço do imóvel com o passar do do tempo, uma das brechas para aumentar o custo de aquisição (e, assim, ter um ganho de capital menor) é acrescentar gastos com reformas, como pintura e reparos na construção. Esses gastos, no entanto, devem ser comprovados com recibos e notas fiscais.

"Essa é uma das coisas que as pessoas menos fazem. O valor do imóvel não é atualizado pelo valor de mercado. E aí, quando você faz a venda, o programa da Receita calcula seu ganho de capital com aquele valor lá de trás. Então, toda vez que você faz melhorias no imóvel para valorizá-lo, você deve colocar isso na declaração e, claro, guardar todos os recibos durante cinco anos. Quando você faz isso, o valor do imóvel aumenta. Então, quando você o vende, o ganho de capital é menor e aí você paga menos imposto de renda", sugere Police.

Outra sugestão dada aos donos de imóveis é dividir o aluguel declarado. Por exemplo, se um casal tem um apartamento que está no nome de ambos e é alugado, eles podem dividir a renda vinda daquela locação para diminuir a alíquota de imposto de renda cobrada.

Supondo que eles recebem R$ 2 mil por mês, eles podem dividir esse aluguel e cada parte declarar R$ 1 mil. Assim, cada um terá R$ 12 mil de renda tributável anual somada a outras rendas (como o salário, por exemplo). Se apenas um deles declarasse essa renda, ela seria de R$ 24 mil, o que poderia levar aquele contribuinte a pagar uma alíquota maior.

3) Previdência

Ao escolher um plano de Previdência, o contribuinte precisa ficar atento ao Imposto de Renda. Police explica que os planos do tipo PGBL apresentam uma vantagem fiscal.

Isso porque, com eles, é possível que o contribuinte abata até 12% dos rendimentos tributáveis. Na prática, significa que se alguém tem renda tributável de R$ 100 mil ao ano, ela pode cair para R$ 88 mil. Para conseguir essa vantagem, no entanto, é preciso que a pessoa também contribua com previdência pública.

"Essa é uma das maiores oportunidades para reduzir o quanto você paga. As pessoas em geral não fazem isso ou porque não sabem, ou porque quando você faz isso você deixa de pagar imposto sobre esses 12%, mas paga lá na frente, na hora do resgate. Quando você for resgatar, você paga o Imposto de Renda sobre o lucro e também sobre o dinheiro que você depositou, que está deixando de pagar agora. Tem gente que acha que não vale a pena, mas esse raciocínio não faz sentido. Porque, pensa, você prefere me pagar R$ 1 mil agora ou prefere ficar com esse dinheiro rendendo pra você e me pagar daqui a 30 anos?", explica Police.

Ele ainda lembra que existe a possibilidade de, no momento do resgate, aquele contribuinte estar isento de imposto de renda ou que ele pague menos, devido ao fato de que a renda de aposentados costuma ser menor.Ele ainda lembra que existe a possibilidade de, no momento do resgate, aquele contribuinte estar isento de imposto de renda ou que ele pague menos, devido ao fato de que a renda de aposentados costuma ser menor.

4) Declaração com o cônjuge

Quando um contribuinte faz a declaração junto com seu cônjuge, as receitas tributáveis de ambos são somadas. Portanto, há maiores chances de eles pularem para uma faixa maior de tributação.

Por isso, declarar em conjunto só vale a pena quando um dos dois têm pouca ou nenhuma renda, para não alterar a alíquota de imposto a ser paga.

5) Investimentos

Também é preciso ficar atento em relação ao imposto de renda das aplicações financeiras.

Muitos pequenos investidores acreditam que não precisam declarar Imposto de Renda, dado que os lucros obtidos com investimento em ações são isentos de IR quando as vendas não superam R$ 20 mil por mês (essa isenção não vale para day trade). Mas mesmo quem está enquadrado na isenção, teve prejuízo, ou sequer vendeu papéis (e só comprou) precisa declarar IR, neste último caso nos campos em que se informa bens e direitos.

Justamente por essa isenção, pode fazer mais sentido para o investidor, do ponto de vista tributário, "operar" ações por conta própria do que investir nelas por meio de um fundo de investimentos (onde a alíquota de Imposto de Renda é, invariavelmente, 15%).

Porém, Police destaca que, às vezes, é preferível pagar imposto e ter um lucro maior do que não pagar e ter lucros menores ou prejuízo. "Apostar nos fundos é delegar a um gestor profissional a tarefa de fazer as alterações de alocação necessárias, com a compra e venda de ativos, e que tem mais chances de ter sucesso e te dar lucro", diz.

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