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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira



A sessão desta segunda-feira (7) é de leves perdas para os índices futuros dos Estados Unidos e sem direção definida para os principais índices mundiais, com os investidores repercutindo os dados da balança comercial na China. As importações do país cresceram em maio no ritmo mais forte em dez anos, alimentadas pelo aumento da demanda por matérias-primas, embora a alta das exportações tenha desacelerado mais do que o esperado em meio a problemas causados por casos de Covid-19 nos portos do sul do país.

Por aqui, atenção para o boletim Focus, em meio às últimas revisões para o PIB e para a inflação após os dados da última semana. Os investidores devem acompanhar ainda o desempenho das commodities, que podem ajudar a definir o rumo do Ibovespa na sessão após o índice superar os 130 mil pontos na última sexta-feira, atingindo novo recorde histórico (veja mais clicando aqui). Confira mais destaques abaixo:

1.Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos têm em sua maioria quedas nesta segunda-feira (7), em correção após últimas sessões de alta com menores temores sobre a inflação e maior otimismo em relação à reabertura da economia nos Estados Unidos. Até 5 de junho, o país havia vacinado 50,91% de sua população, de acordo com dados oficiais compilados pelo site Our World in Data.

O índice S&P está a apenas 0,2% de distância de bater seu recorde, mas opera em território negativo nesta segunda, assim como o Dow e o Nasdaq. Na semana passada, o S&P subiu 0,6%, acumulando alta de mais de 12% no acumulado do ano.

A semana passada foi marcada pela volatilidade de “ações-meme” nas bolsas americanas, que chegaram a registrar grandes ganhos impulsionados por compras coordenadas por investidores organizados em comunidades na internet. Mas, no acumulado da semana, ações-meme como GameStop, AMC e BlackBerry fecharam com recuos.

Na sexta-feira, o relatório de empregos nos Estados Unidos indicou a queda da taxa de desemprego nos Estados Unidos de 6,1% para 5,8%, com a criação de 559 mil empregos em maio.

Assim, o relatório foi visto como forte o suficiente para manter a confiança dos investidores na economia, mas fraco o suficiente para impedir que o Federal Reserve se apressasse em alterar sua política.

Nesta semana, investidores aguardam dados sobre inflação. Na quinta, será divulgado o CPI (sigla em inglês para Índice de Preços ao Consumidor) relativo a maio. Em abril, o índice subiu 4,2% em comparação com o patamar do ano anterior, a maior alta desde 2008. Se os preços continuarem a subir neste patamar, podem fazer com que o Federal Reserve altere suas políticas.

Durante o final de semana, o G7, conjunto de nações mais industrializadas do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, atingiu um acordo sobre uma reforma fiscal, defendendo que corporações paguem ao menos 15% de imposto sobre seus rendimentos. Veja mais clicando aqui. 

Este patamar fica abaixo da sugestão inicial de 21% da gestão do presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden. Grandes companhias, como Google e Facebook, responderam positivamente ao acordo.

As bolsas asiáticas fecharam com desempenhos variados entre si na segunda-feira. Investidores reagem à divulgação de dados sobre a balança comercial na China, relativos a maio.

As exportações da China em dólares subiram 27,9% no mês em comparação com o ano anterior, abaixo da expectativa de alta de 32,1%, segundo analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters.

Já as importações aumentaram 51,1% em maio sobre o ano anterior em dólares, crescimento mais forte desde janeiro de 2011 porém abaixo da alta de 51,5% esperada na pesquisa da Reuters.

O Shanghai composto subiu 0,21%, enquanto que o componente Shenzhen teve uma leve oscilação negativa, a 14.862,6 pontos, ambos da China continental; o índice Hang Seng Index, de Hong Kong, caiu 0,55%; o Nikkei, do Japão, subiu 0,27%; o Kospi, da Coreia do Sul, fechou com alta de 0,37%.

As bolsas europeias têm leves altas nesta segunda. O índice Stoxx Europe 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,1%. Ações dos setores automotivo e de mídia têm as melhores performances, com altas de 0,7%. O setor de recursos básicos tem os piores resultados, recuando cerca de 0,5%.

Veja o desempenho dos principais índices às 7h50 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,1%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,33%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,09%

Europa
*FTSE (Reino Unido) +0,31%
*Dax (Alemanha), +0,19%
*CAC 40 (França), +0,27%
*FTSE MIB (Itália), +0,82%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,47% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,45% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,37% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,21% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,503%, a US$ 69,27 o barril
*Petróleo Brent, -0,57% a US$ 71,48 o barril
*Bitcoin +1,67%, a US$ 36.601,76
**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 4,4%, cotados a 1118 iuanes, equivalente hoje a US$ 174,76 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,40

2. Agenda

O Banco Central (BC) publicou às 8h25 o boletim Focus, que compila as projeções econômicas feitas por uma série de instituições. A projeção para o PIB de 2021 passou de alta de 3,96% para alta de 4,36%; já para 2022, passou de alta de 2,25% para alta de 2,31%. A expectativa para o IPCA de 2021 foi de 5,31% para 5,44%; para 2022, foi elevada de 3,68% para  3,70%. O dólar teve a projeção mantida para 2021 e 2022 em R$ 5,30.

Às 15h, será divulgado o dado da balança comercial semanal.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulga o dado de crédito ao consumidor de abril.

Às 20h30 serão divulgados dados sobre rendimento, salário e emprego no Japão. Às 20h50, o Escritório do Gabinete do país revela o dado do PIB final do primeiro trimestre.

3. Covid no Brasil

No domingo (6), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.629, queda de 13% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 866 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h. Não foram contabilizados dados do estado de Roraima onde, de acordo com a Secretaria de Saúde local, os municípios não atualizam o sistema de registro aos finais de semana.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 61.912, queda de 6% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 41.114 casos.

Chegou a 48.977.254 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 23,13% da população. A segunda dose foi aplicada em 22.930.114 pessoas, ou 10,83% da população.

Sob intensa pressão para aprovar a vacina russa Sputnik V e, em menor grau, a indiana Covaxin, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) chegou na sexta (4) a uma solução de meio termo. A agência autorizou a importação de quantidades menores dos imunizantes do que aquelas compradas pelos governos estaduais e pelo governo federal, sob uma série de condicionantes.

Os estados compraram 37 milhões de doses da vacina russa, mas poderão importar menos de 1 milhão de doses, um número considerado pela Anvisa capaz de ser controlado e rastreado para acompanhar eventuais eventos adversos e eficácia da vacina.

As mesmas condições foram impostas para a importação da Covaxin. O Ministério da Saúde, que havia pedido a importação de 20 milhões de doses, poderá comprar apenas 4 milhões de doses, equivalente a 1% da população brasileira.

Entre as exigências da Anvisa estão o acompanhamento de vacinados, restrição de quantidade e público a ser imunizado, acompanhamento rígido de efeitos, além da necessidade de todos os lotes que forem entregues no país serem analisado pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Desde o dia 26 de abril, quando negou a primeira autorização de importação para a Sputnik, a Anvisa foi alvo de ameaças de processo por parte do RFDI (sigla em inglês para Fundo Russo de Investimento Direto) e uma pressão intensa de governadores do Consórcio Nordeste, que haviam acertado a importação de até 37 milhões de doses da vacina russa, e tiveram de adiar seus planos.

O voto do relator, o diretor da Anvisa Alex Campos, reconhece que os documentos apresentados pelos governadores e pelo Instituto Gamaleya avançaram em alguns pontos, mas não garantiram o nível de segurança normalmente exigido pela Anvisa.

Com novos contratos assinados e previsão de uma quantidade razoável de vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca os próximos meses, o interesse pela vacina indiana diminuiu consideravelmente.

Segundo foi noticiado no domingo, a União Química, parceira no Brasil do Instituto Gamaleya para a fabricação da Sputnik V, fechou um novo acordo de cooperação técnica com a russa Geropharma para produzir insulina e uma outra vacina contra a Covid-19, chamada EpiVacCorona.

O presidente do laboratório brasileiro, Fernando de Castro Marques, afirma que a empresa deverá investir entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões para ampliar a capacidade de produção dos produtos. A empresa deve iniciar com a importação da vacina, para depois obter a transferência de tecnologia. Para tanto, é necessária aprovação da Anvisa.

Temos seis meses para entrar com o pedido de registro usando os resultados dos estudos feitos na Rússia. Se analisarmos a legislação brasileira, a agência russa é considerada de primeiro mundo, como as do Estados Unidos e Europa. Acredito que será mais fácil do que a Sputnik V”, afirmou o executivo ao jornal Valor Econômico.

Além disso, a equipe técnica da CPI da Covid-19 no Senado Federal afirmou em carta à Comissão Técnica da Seleção Brasileira e aos atletas do país que a realização da Copa América no Brasil seria um “mau exemplo”, diante da iminência de uma terceira onda da pandemia, e defende o seu adiamento.

A carta vem após o capitão da seleção brasileira de futebol ter afirmado que os jogadores vão esperar até a próxima semana para comentar as notícias de que se opõem a que o Brasil sedie a Copa América, com Casemiro afirmando que qualquer decisão será tomada em conjunto pelos jogadores e pelo treinador.

Dentre os argumentos enviados aos jogadores, a equipe da CPI da Covid-19 cita que o Brasil havia vacinado até sexta-feira apenas 10,77% do total da população, estando “muito distante da cobertura vacinal mínima para pensar em retomadas da vida normal”.

“O Brasil não oferece segurança sanitária de acordo com dados objetivos para a realização de um torneio internacional dessa magnitude no país. Além de transmitir a falsa sensação de segurança e normalidade, oposta à realidade que os brasileiros vivem, teria o efeito reprovável de estimular aglomerações e transmitir um péssimo exemplo (…) Não somos contra a Copa América no Brasil ou em qualquer outro lugar. Mas acreditamos que o torneio pode esperar até que o país esteja preparado para recebê-lo, assim como já aconteceu pela primeira vez na história com uma competição muito mais importante, as Olimpíadas do Japão”, afirmou a equipe da CPI, destacando os mais de 470 mil mortos no Brasil.

A carta afirma ainda que “não realizar e não participar da Copa América no Brasil não é um ato político, é um gesto de respeito à vida de milhões de famílias enlutadas pela morte e por cicatrizes incuráveis”.

O Brasil foi escolhido inesperadamente como sede do evento na semana passada, depois que a Colômbia foi descartada devido a uma onda de protestos motivados pela gestão da pandemia de Covid que dura mais de um mês no país, e a Argentina se retirou devido a uma disparada de casos de Covid-19.

No domingo, foi informado que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, foi afastado do cargo por 30 dias pela comissão de ética da entidade. O anúncio ocorre após Caboclo ser acusado de assediar sexualmente uma funcionária.

4. Crise hídrica

Em nota técnica enviada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) à ANA (Agência Nacional de Águas), o operador afirma que ao menos oito grandes usinas hidrelétricas instaladas na região Sudeste devem ficar com os reservatórios perto do colapso total até 30 de novembro, fim do período de estiagem. Localizadas na bacia do rio Paraná, as usinas somam 10 mil megawatts de potência, e 53% de toda a capacidade de armazenamento de água do Brasil.

O documento é assinado por dois diretores da ONS, Alexandre Nunes Zucarato (planejamento) e Sinval Zaidan Gama (operação), e realiza projeções sobre o comportamento dos reservatórios no restante do período de estiagem. Segundo informações obtidas pelo jornal Valor Econômico, as projeções adotam como base a repetição do regime hidrológico de 2020, que já foi crítico e a manutenção das atuais regras de vazão nas usinas.

Neste cenário, as represas de Furnas, Nova Ponte, Itumbiara, Emborcação e São Simão devem esgotar seus volumes úteis antes do recomeço das chuvas. As hidrelétricas de Mascarenhas de Moraes, Água Vermelha e Marimbondo esgotam o período seco com menos de 2% de sua capacidade.

“Considerando-se as previsões de afluência obtidas com a chuva de 2020, prevê-se a perda do controle hidráulico de reservatórios da bacia do rio Paraná no segundo semestre de 2021 (…) A perda do controle hidráulico na bacia do Paraná implicaria restrições no atendimento energético nos subsistema”, diz o documento.

Os diretores recomendam uma série de flexibilizações visando impedir o esvaziamento completo dos reservatórios e minimizar o risco de falta de energia. Dentre elas, reduzir a cota (altura do espelho d’água) em Ilha Solteira (SP), o que inviabilizaria a navegabilidade na hidrovia, Tietê Paraná, e reduzir a vazão do maior reservatório de furnas, próximo à cabeceira do Rio Grande, para aumentar o fluxo de água das represas mais adiante.

Esta mudança poderia impactar a piscicultura, e já foi alvo de críticas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que argumenta que ela deve ter impacto negativo na economia.

Apesar disso, no sábado, o ONS minimizou a crise e afirmou, por meio de nota, que medidas adotadas para lidar com a pior crise hidrológica desde 1930 devem garantir o abastecimento de energia no Brasil em 2021. O órgão foi consultado sobre eventuais riscos de deficit de oferta de geração.

O ONS afirmou que realiza estudos, análises e avaliações de cenários para um horizonte de até cinco anos. O órgão admitiu que uma nota técnica com projeções para o período de junho a novembro de 2021 chegou a apontar riscos, mas disse que o cenário deverá ser descartado com medidas que têm sido encaminhadas pelo governo.

“O único cenário em que há risco de déficit é o cenário de referência, utilizado para demonstrar que ações precisavam ser tomadas com o intuito de evitar essa ocorrência (…) Sendo assim, diversas medidas foram aprovadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE e já estão em curso, o que faz com que esse cenário não se concretize e se garanta o fornecimento de energia e potência em 2021”, disse.

Dentre as ações em curso, o ONS destacou a flexibilização das restrições hidráulicas dos aproveitamentos localizados nas bacias dos rios São Francisco e Paraná; aumento da geração térmica e da garantia do suprimento de combustível para essas usinas; importação de energia da Argentina e do Uruguai, além de campanha de uso consciente da água e da energia.

No comunicado, o ONS ressaltou ainda que o país passa por uma crise hídrica e que nos últimos sete anos os reservatórios das hidrelétricas receberam um volume de água inferior à média histórica. A crise pressiona sistema de geração do Brasil, fortemente dependente de hidrelétricas.

5. Radar corporativo

A Gol informou na última sexta-feira (4) a conclusão da transferência das ações da Smiles que possuía para a subsidiária Gol Linhas Aéreas (GLA). A troca das ações ordinárias dos acionistas da Smiles pelas ações preferenciais da aérea tem a seguinte relação:  44% das ações ordinárias da Smiles (SMLS3) serão trocadas por R$ 5,11 mais 0,6601 ação preferencial da Gol e
56% das ações ordinárias da Smiles (SMLS3) serão trocadas por R$ 18,51 mais 0,1650 ação preferencial da Gol.

A Petrobras iniciará no próximo dia 15 de agosto uma parada programada de 30 dias para manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, que escoa o gás natural produzido pelo ativo e por outras plataformas na Bacia de Santos, informou a empresa nesta sexta-feira. Segundo comunicado, a intervenção foi planejada com vários meses de antecedência, considerando a complexidade da operação e a necessidade de contratação de bens e serviços. A Petrobras disse ter comunicado a parada programada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em outubro de 2020.

A companhia de açúcar, etanol e bioenergia Biosev encerrou a safra 2020/21 com lucro líquido de R$ 216,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,5 bilhão da temporada anterior, impulsionada por um cenário favorável de mercado e bom desempenho produtivo, informou a empresa nesta sexta-feira. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve um crescimento de 40,1% no período, para R$ 2,5 bilhões. O resultado exclui os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC).


(com Reuters, Ansa Brasil e Estadão Conteúdo)

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